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Jiu Jitsu Ac. Cripaul (Equipe Tubarão - GFTeam) Instrutor Rafael Lanzillotti

O jiu-jitsu é a arte marcial mais antiga, perfeita, completa e eficiente de Defesa Pessoal. Sua origem apesar de contraditória é atribuída a China depois Índia, Japão e Brasil, onde se desenvolveu, aprimorou e tornou-se o centro mundial desta preciosa arte.

origem CBJJ

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30 abril 2009

O treinamento na intesidade de máxima fase estável de Lactato

O grande interesse nesse assunto pode ser explicado devido às importantes implicações e aplicações que uma variável dessa natureza pode exercer no desempenho de atletas.

Nos últimos anos, um dos principais temas que têm norteado os estudos desenvolvidos na área da Ciência dos Esportes vem sendo à busca de uma variável fisiológica que possa refletir de maneira consistente um perfeito equilíbrio entre os sistemas orgânicos durante o exercício físico.

O grande interesse nesse assunto pode ser explicado devido às importantes implicações e aplicações que uma variável dessa natureza pode exercer no desempenho de atletas. Dentre as variáveis mais pesquisadas, destaca-se a máxima fase estável de lactato (maximal lactate steady state - MLSS), a qual pode ser definida como a mais alta concentração de lactato sangüíneo e intensidade de exercício que pode ser mantida ao longo do tempo sem um contínuo acúmulo de lactato no sangue. Em outras palavras, a MLSS reflete um máximo equilíbrio do organismo no que diz respeito à liberação e a remoção do acido lático que é produzido nos músculos durante o processo de produção de energia necessária para a realização de um exercício físico de média e longa duração em velocidade constante.

Muitos pesquisadores e treinadores têm considerado essa variável fisiológica como a mais precisa e fidedigna para a prescrição da intensidade de treinamento aeróbio para corridas de média e longa distância. Outro aspecto também muito importante é o fato dessa variável considerar a individualidade biológica do atleta, além do que, o conhecimento prévio por parte do treinador sobre a velocidade de corrida que o seu atleta apresenta na MLSS e qual o período que ele consegue sustentar correndo nessa intensidade, permite programar uma estratégia de prova bem formulada através do nível de predição de desempenho que esta variável oferece. Na maioria dos indivíduos, essa concentração máxima na qual o lactato se encontra em equilíbrio no sangue se dá em torno de 4mmol.L-1. No entanto, essa é uma média geral, sendo que essa concentração pode apresentar uma variação individual entre 2 - 7mmol.L-1.

Outro aspecto também muito importante é o tempo no qual o atleta consegue sustentar correndo na velocidade de MLSS, sendo determinante no desempenho durante a corrida. Informações na literatura indicam que o tempo médio que os indivíduos conseguem sustentar nessa intensidade antes de atingir a exaustão fica entre 30 e 60 minutos. A prescrição da intensidade de treinamento a partir da intensidade de MLSS possibilita ao treinador um maior controle do planejamento e dos efeitos do treinamento no seu atleta, principalmente na melhora da capacidade aeróbia e conseqüentemente, no aumento do desempenho.

Em alguns estudos realizados com corredores, pode-se verificar que o treinamento utilizando a intensidade correspondente a MLSS e o tempo de sustentação nessa intensidade foi determinante na melhora do desempenho desses atletas em provas aeróbias e na melhora de outros parâmetros fisiológicos. Contudo, alguns aspectos muito importantes quanto à utilização da MLSS para determinar o programa de treinamento devem ser ressaltados: - Número de sessões semanais e o número de sessões utilizando a intensidade correspondente a MLSS.

Muitos pesquisadores têm preconizado a utilização da intensidade de MLSS por até três sessões semanais quando o programa de treinamento for de seis sessões semanais. - Tempo de sustentação na MLSS. Esta variável tem sido utilizada para determinar a duração dos estímulos. Os estímulos dependem na maioria das vezes da metodologia de treinamento adotada pelo treinador. Eles variam geralmente entre séries de 30 a 40 minutos, quando utilizado o método contínuo, e séries de 5 a 20 minutos quando utilizado o método intervalado. - Número de estímulos por sessão. O número de estímulos por sessão é também determinado pelo método de treino utilizado.

Quando são utilizadas séries que variam de 30 a 40 minutos, conseqüentemente o estímulo é único. No entanto, quando são utilizadas séries que variam de 5 a 20 minutos, os estímulos variam entre duas a dez repetições. - Duração dos intervalos de recuperação. Os intervalos de recuperação são determinados normalmente pela relação com a duração das séries. Entretanto, destaca-se a necessidade de adequar ao máximo a duração do intervalo com a duração do estímulo, para que o treinamento na intensidade de MLSS não seja descaracterizado. Os intervalos podem variar entre 30 segundos (para estímulos de curta duração) a 5 minutos (para estímulos com maior duração).

Contudo, o treinamento com base nessas variáveis fisiológicas, especificamente na intensidade de MLSS, pode proporcionar efeitos de aumento na capacidade e potência de produção de energia necessária para realização de corridas de média e longa distância. Por último, para determinar a intensidade de MLSS, é necessário que o atleta realize testes tanto em laboratórios quanto em pistas. Embora seja difícil ter disponível a instrumentação necessária e o pessoal especializado para realização dos testes, muitos laboratórios de Fisiologia do Exercício das Universidades e clínicas médicas esportivas dispõem de tudo isso.

Este é o caso do Laboratório de Esforço Físico (LAEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que realiza diversos tipos de avaliações físicas por meio de equipamentos altamente inovados e conta com um pessoal especializado para essas avaliações (estudantes de graduação, mestrandos e doutores).

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